sábado, 7 de abril de 2012
O início, o meio e o fim
Hoje comecei uma nova abordagem nas eras digitais, vou passar a me comunicar com essa realidade através do meu blog. Porque? Me senti invadido no facebook, orkut, twitter, etc... e não só isso, já fui afrontado de várias formas, as vezes verbais, as vezes na forma de um silêncio, as vezes de forma direta, as vezes indiretamente. Sou uma pessoa pública, entendo que as pessoas queiram saber de mim, por isso, decidi continuar somente pelo blog, assim aqueles que me presam poderão continuar a desfrutar de minha companhia. Outro fator que me fez abandonar as redes é uma coisa facilmente constatável, a MUNDANIZAÇÃO das redes sociais, fenômeno que inclusive já chamou a atenção do criador do facebook, que disse em entrevista estar pensando em uma série de restrições ao uso de ferramentas como compartilhamentos de gifs e outros tipos que tornam o seu perfil no facebook uma árvore de natal. Também prefiro que assim seja, as minha redes tiveram um início, um meio e um fim!!! Agora o que virá? Fique de olho aqui!!!
terça-feira, 13 de março de 2012
Caminhos
Como devo começar este texto? O que devo escrever? Sobre o que falar e como falar? E ainda por cima que decisão tomar quando for necessário? Parece que estamos o tempo todo decidindo! Chega um ponto que decidimos não decidir, ou pensamos que seja assim, na verdade continuamos decidindo. René Descartes, filósofo francês, disse uma vez "penso, logo, existo", talvez isso pode ser interpretado como "decido, logo, existo", ou não? Essa é a pergunta que me faço! Neste caso "pensar" no sentido cartesiano seria uma espécie de capacidade de decidir, por isso ou por aquilo. Podemos a todo momento optar por um caminho ou outro, tentamos antever suas consequências, a chamada prevenção. Coletar, separar, organizar, catalogar, armazenar, documentar, avaliar, refazer, entender, descrever, abranger, escolher, construir, destruir, poluir, conduzir, difundir, emitir, permitir... esses são alguns dos verbos que demonstram nossa herança peculiar, nós decidimos! As vezes me pego decidindo negar a minha vontade, mas pensem como isso é paradoxal, para uma vontade ser aniquilada você tem que criar outra mais forte! Como é possível para uma questão como a que eu propus?
Continuo a escolher, portanto. O pensamento agora voa, mas terá que decidir para onde voar!!!
segunda-feira, 5 de março de 2012
Sobre a vida
O que é estar vivo? Quando podemos dizer que alguém está vivo?
-Aquele que respira,diriam - bom, até meu colchão respira, então, ele é um ser vivo!
-Aquele que tem coração batendo, conheço pessoas que não tem coração e são consideradas bem vivas!
-Aquele que tem consciência, tenho que dizer que existem computadores auto-conscientes!
-Os religiosos diriam que se acreditar em Deus, mas novamente tenho que perguntar - e quem não acredita?
Essa é uma questão filosófica ou biológica? Cientistas se dividem! O consenso é que um ser para ser considerado vivo deve ser capaz de se reproduzir, evoluir e manter um metabolismo (isto é, produzir energia quando come ou respira). Me chamou a atenção o segundo critério, EVOLUIR, pois reproduzir nós sabemos muito bem que somos capazes, sobre o metabolismo nem se fala, respiramos e comemos do jeito que queremos, agora evoluir...
...esse pensamento me pegou, logo cheguei numa conclusão da lógica do futuro, morreremos pois desaprenderemos a evoluir. A estagnação é a morte! Me pergunto como cidadão com a responsabilidade de um governante, o que faremos pela vida? A velha questão do "pra onde vamos"? O que planejamos (consciente ou inconscientemente) para nosso futuro?
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A chuva e Schopenhauer
Na Grécia antiga, as explicações sobre os fenômenos meteorológicos era atribuídas aos deuses, haviam deuses do vento, do mar, das tempestades, do sol, da chuva, etc.. Os antigos não conseguiam explicar racionalmente tais acontecimentos. O tempo foi passando e pouca coisa mudou, na idade média o culto aos deuses do tempo prevalecia. Só que um dia surgiu um filósofo que ousou explicar de outra maneira o mundo material, Arthur Schopenhauer. Segundo Arthur, o mundo é apenas a representação de uma vontade que seria a matriz de tudo, a essência do mundo. Essa vontade se manifesta de diferentes formas, indo da mais densa forma de matéria até os níveis mais sutis. O clima seria mais uma dessas facetas da vontade. Nos últimos dias Santa Cruz do Sul apresentou temperaturas absurdamente elevadas, com tal força que a parecia que a própria vontade estava se torturando, pois do outro lado estavam outras de suas manifestações, como as árvores, animais, os humanos, os rios, enfim, muitos sofrendo com sua perversa representação. Então, como que numa eureca a vontade percebeu que havia ido muito além, decidiu então aliviar a si mesma e mandou essa chuva de 3 dias, e foi como se pudéssemos ver por um breve instante a vontade remediando a si mesma. É interessante como a Vontade Schopenhauriana nos surpreende, ora nos afligindo, ora nos afagando,e esse talvez é seu jogo, e nós como meros espectadores, olhando tudo da primeira fila, assistimos seu espetáculo!
sábado, 31 de dezembro de 2011
2012
Na Filosofia, tentaram entender o mundo, as religiões, a política, a arte, o certo e o errado, as ciências, a linguagem, a educação, ou seja, tudo aquilo que nos torna humanos. Confesso que não sei se um dia chegaremos em algum lugar, mas sei agora que posso viver cada dia mais plenamente. Se você respira e leu esta mensagem e sabe que está vivo, então, VIVA!!! Que a virada para 2012 nos faça refletir sobre quem nós somos?
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Presente de Natal
Certo que os pouquíssimos leitores do meu blog já devem ter percebido que faz tempo que eu não escrevo. Tenho andado muito ocupado e realmente gostaria de escrever mais sobre as coisas que acontecem. Bom vou fazer um resumo desse tempo afastado, nesse tempo eu fui empossado vice-presidente do Conselho de Cultura de Santa Cruz do Sul, neste conselho, junto com a sociedade, elaboramos um plano de Cultura para os próximos 10 anos em nossa cidade, foi uma grande conquista. Não sei se comentei, mas também sou músico e minha banda está se preparando pra uma série de apresentações. Além disso sou professor de música em 5 escolas. Deu pra imaginar porque eu estava tão ocupado. Talvez vim falar disso porque está chegando o Natal eu estou começando a pensar no meu presente de Natal, somente fico triste por aqueles que não poderão ganhar um.
sábado, 27 de agosto de 2011
Resumo do meu TCC
Nesta segunda receberei o diploma de graduação em Filosofia, que conquista! Pra comemorar eu deixo aqui o resumo do meu TCC!
O PROBLEMA DA ORIGEM DA TRAGÉDIA EM NIETZSCHE
Rafael Koehler
Este resumo tem por propósito relatar a produção do TCC em formato de artigo do acadêmico Rafael Koehler, orientado pela Prof. Ms. Rosana Jardim Candeloro. O objetivo deste artigo consistiu em analisar como Nietzsche, baseado na filosofia schopenhauriana, resolveu o problema do surgimento da tragédia grega através da elevação dos elementos Apolo e Dionísio a um estatuto ontológico, e como os gregos fizeram isso em seu tempo através da Música. Depois, revelar como, em Nietzsche, o pensamento de Sócrates surge como o “perverso algoz da arte”. Em seguida apontar como Nietzsche faz esse resgate do trágico em sua época e qual a recepção no século XIX de seu trabalho. Este exame será importante para a ampliação da visão da Estética, pois se trata de uma investigação de um dos trabalhos mais atuais dentro desse campo filosófico, também no intuito de popularizar os estudos sobre as artes no contexto do século XIX como uma continuação do processo de desenvolvimento da conceituação do objeto filosófico estético, que é o Belo, ao longo da história. O estudo foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica com base nas seguintes obras do filósofo: A visão Dionisíaca de Mundo (uma compilação de duas conferências e um texto não publicado) e O nascimento da tragédia no espírito da Música. Com essa análise foi possível entender que Nietzsche trouxe à luz do conhecimento a origem, a composição e a finalidade da tragédia, ele definiu a origem da tragédia a partir da conceituação dos deuses gregos Apolo e Dionísio e o ponto de partida foi a conceituação dos deuses com base na Filosofia de Arthur Schopenhauer. Nietzsche identificou a composição da arte trágica através de duas distinções: a distinção entre a arte figurada (plástica) e a não-figurada (música); e a distinção entre sonho e embriaguez. Por isso a identificação da Música como uma arte Dionisíaca, foi a peça chave para a compreensão da tragédia grega. Nietzsche apresenta a possibilidade de entender a arte trágica, ou o teatro grego, como fruto da interação entre esses elementos ontológicos do mundo, e com isso, como afirmadora finalidade da vida. Foi feita a apresentação da crítica, feita por Nietzsche, ao racionalismo de Sócrates afirmando que pela unilateralidade de seu pensar, o racionalismo surge como o algoz da arte helênica. Foi descrito como Nietzsche faz o resgate do pensamento trágico nos movimentos culturais, como o Romantismo alemão, nos séculos XVIII e XIX. Foram delineadas as críticas e comentários, tanto positivos, como negativos, que o “O nascimento da tragédia” recebeu após sua publicação, revelando que esta obra estava muito adiante de seu tempo. A partir do exposto é possível perceber nas obras de Nietzsche uma ascensão dos termos Apolo e Dionísio a um estatuto filosófico de dimensões ontológicas e até teleológicas que explicariam a origem, a composição e a finalidade da tragédia grega, qual a função da Música para arte trágica e como ele resgata essas tradições no seu tempo.
O PROBLEMA DA ORIGEM DA TRAGÉDIA EM NIETZSCHE
Rafael Koehler
Este resumo tem por propósito relatar a produção do TCC em formato de artigo do acadêmico Rafael Koehler, orientado pela Prof. Ms. Rosana Jardim Candeloro. O objetivo deste artigo consistiu em analisar como Nietzsche, baseado na filosofia schopenhauriana, resolveu o problema do surgimento da tragédia grega através da elevação dos elementos Apolo e Dionísio a um estatuto ontológico, e como os gregos fizeram isso em seu tempo através da Música. Depois, revelar como, em Nietzsche, o pensamento de Sócrates surge como o “perverso algoz da arte”. Em seguida apontar como Nietzsche faz esse resgate do trágico em sua época e qual a recepção no século XIX de seu trabalho. Este exame será importante para a ampliação da visão da Estética, pois se trata de uma investigação de um dos trabalhos mais atuais dentro desse campo filosófico, também no intuito de popularizar os estudos sobre as artes no contexto do século XIX como uma continuação do processo de desenvolvimento da conceituação do objeto filosófico estético, que é o Belo, ao longo da história. O estudo foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica com base nas seguintes obras do filósofo: A visão Dionisíaca de Mundo (uma compilação de duas conferências e um texto não publicado) e O nascimento da tragédia no espírito da Música. Com essa análise foi possível entender que Nietzsche trouxe à luz do conhecimento a origem, a composição e a finalidade da tragédia, ele definiu a origem da tragédia a partir da conceituação dos deuses gregos Apolo e Dionísio e o ponto de partida foi a conceituação dos deuses com base na Filosofia de Arthur Schopenhauer. Nietzsche identificou a composição da arte trágica através de duas distinções: a distinção entre a arte figurada (plástica) e a não-figurada (música); e a distinção entre sonho e embriaguez. Por isso a identificação da Música como uma arte Dionisíaca, foi a peça chave para a compreensão da tragédia grega. Nietzsche apresenta a possibilidade de entender a arte trágica, ou o teatro grego, como fruto da interação entre esses elementos ontológicos do mundo, e com isso, como afirmadora finalidade da vida. Foi feita a apresentação da crítica, feita por Nietzsche, ao racionalismo de Sócrates afirmando que pela unilateralidade de seu pensar, o racionalismo surge como o algoz da arte helênica. Foi descrito como Nietzsche faz o resgate do pensamento trágico nos movimentos culturais, como o Romantismo alemão, nos séculos XVIII e XIX. Foram delineadas as críticas e comentários, tanto positivos, como negativos, que o “O nascimento da tragédia” recebeu após sua publicação, revelando que esta obra estava muito adiante de seu tempo. A partir do exposto é possível perceber nas obras de Nietzsche uma ascensão dos termos Apolo e Dionísio a um estatuto filosófico de dimensões ontológicas e até teleológicas que explicariam a origem, a composição e a finalidade da tragédia grega, qual a função da Música para arte trágica e como ele resgata essas tradições no seu tempo.
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